


A Policia civil do estado de São Paulo entrou em greve a mais de um mês. Lutando por reajustes salariais, tentaram acertar um acordo com o governo sem sucesso, iniciando assim o problema, com boa parte do contingente em greve e atendendo apenas os casos considerados urgentes.
Na quinta feira passada (16/10/2008), um grupo de manifestantes da policia civil se reuniu e iniciou uma passeata até o Palácio dos Bandeirantes na tentativa de forçar o governo a retomar as negociações. Foi ai que aconteceu o que não poderia ter acontecido: o governador, para impedir os manifestantes, enviou a policia militar para bloquear o caminho, e a manifestação, que já não estava em um clima ameno, se tornou um confronto. E o pior: um confronto entre policias.
Aparentemente, 23 pessoas ficaram feridas ( http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/10/16/passeata_de_policiais_civis_causa_lentidao_na_zona_sul_de_sao_paulo_2051851.html ), o que, na minha opinião, foi milagrosamente pouco, dada a situação.
Findado o confronto, a greve continua firme. Aparentemente, amanhã (21/10/2008) alguns lideres do sindicato que representa a policia civil vão se reunir com o ministro da justiça para tentar chegar a um acordo ( http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid263168,0.htm ).
Não tenho os números, mas acredito que na noite do confronto os índices de criminalidade devem ter subido bastante. Afinal, com as duas policias que, na teoria, deveriam proteger o cidadão, se digladiando, qualquer marginal aproveitaria a deixa.
O primeiro impulso que me bate é de pensar "mas que vergonha meus amigos!", mas sejamos menos reclamões, chorões e generalistas. Como meu pai me chamou a atenção nesse fim de semana, não adianta reclamar se não tiver uma solução válida.
Acho sim, triste, que a polícia civil de São Paulo tenha um dos menores salários. Mas convenhamos que, de uma hora para outra, subir 15%, ai prometer subir mais 12% para o ano que vem, e mais 12% para 2010 é exagerado. Uma coisa é discutir um reajuste, outra é pedir tamanha mudança. Ou falta um pouco de tato, ou essa greve tem outros aspectos...
Outra coisa, iniciar uma passeata para forçar o governador a retomar as negociações, ou seja, tentar entrar no Palácio dos Bandeirantes para fazer tal ação, na minha opinião foi tremendamente exagerado (novamente, falta de tato). Pressionando o governador, eles forçaram Serra a tomar uma atitude. E agora veremos o outro lado da história...
O governador lançou a policia militar contra a policia civil. Rezam as línguas mais baixas que sempre existiu uma grande rixa entre esses dois corpos, e ao acionar um contra o outro, só alimentou essa chama. Uma manifestação que, até aquele momento, poderia ser chamada de "pacífica", ganhou ares de confronto. Tiros para cá, empurras para lá, carros se acotovelando, virou uma praça de guerra. E fazendo isso o governador dizia "Não vou negociar com uma faca no pescoço!", enquanto a polícia civil bradava em resposta "A greve continua enquanto não tiver negociação!".
O saldo final é que: Não concordo com o que os grevistas estão fazendo. Acho justíssimo que eles lutem por um reajuste justo, mas tamanha quantia é inviável. Mas também discordo completamente da atitude do governador. Como tal, ele deveria zelar pelo bem da população, que sofre sem a polícia na rua.
Aceitar tudo o que eles exigem? Não! Mas trazer a disputa para um âmbito mais politico, uma negociação mais aberta. Selecionar os lideres do movimento e traze-los para uma discussão. Não teve acordo? Avise das conseqüências. Ameaçam uma passeata? Avise em alto e bom tom o que pretende fazer. Querendo ou não, o governador é a autoridade. Querendo ou não ele estava em seu direito. Mas ele também poderia ter tentado uma aproximação antes das coisas tomarem esse pé.
Falha de ambos os lados na minha opinião. Um pela intransigência outro pela falta de bom senso
E você?? O que acha?
grande abraço e até o próximo passo
8 comentários:
Também não considero certo jogar uma policia contra a outra, porém devido as circunstâncias, não vejo outra alternativa para o governador, pois se ele aceitasse a manifestação da policia civil no local proibido, teria que liberar para qualquer um que quisesse fazer manifestação lá, (ai vira bagunça). A manifestação naquele local foi um ato de desrespeito a autoridade que é o governador de São Paulo.
O que aconteceu?
Os primeiros policiais civis que foram bloqueados durante a manifestação, chamaram reforço, esses vieram utilizando equipamentos do Estado (mais uma coisa errada), ai começou a aumentar o numero de P. civis tentando entrar a força, deixando-os descontrolados, impossibilitando qualquer negociação racional da parte deles, fazendo com que o governador não tivesse alternativa.
Não condeno a atitude do governador, mas sim da policia civil, qualquer reivindicação, para ser séria, deve ser pacifica e ordenada, caso contrario se perde a razão.
Essa é minha opinião, sem entrar no lado político da coisa.
Um abraço gordão, e seu blog é show
Falar sobre a policia em geral é muito dificil,haja visto que o comportamento de seus membros no geral é de extremo autoritarismo,seria preciso mudar toda a estrutura.Seria preciso que os policiais fossem mais bem preparados.Quando se é abordado na rua por qualquer um deles você se sente um marginal.O abuso de poder por eles exercido é algo assustador.Eu sei que existem muitos bandidos pela rua mas sei também que é preciso saber separar o trigo do joio.O que eu vi na televisão me assustou muito pois ví irmãos que deveriam se unir no ideal de proteger a sociedade se degladiarem,tentando cada lado mostrar mais autoridade que o outro.
Meu amigo se algo não te satisfaz procure por aquilo que te realize.Não queira impor sua vontade pela força.A impressão que dá é que:já que não consigo outra coisa fico com a profissão de policial.Ai então a sociedade é obrigada a conviver com o que temos visto.Pessoas despreparadas e insatisfeitas lidando com o povo.Vamos remunerar melhor nossos policiais mas que eles sejam de fato muito bem qualificados.Com estudo,preparados para lidar da forma adequada com as pessoas.Ser policial deveria ser um dom. o Sombra.
Eu concordo.
Policiais civis e militares estão em confronto em São Paulo
Ivy Farias
Repórter da Agência Brasil
São Paulo - Policiais civis e militares estão em confronto há cerca de uma hora em São Paulo. Em greve há 30 dias, os civis faziam manifestação no bairro Morumbi, na zona sul da capital, na intenção de chegar ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.
Segundo João Batista Rebouças, um dos policiais civis que estão na manifestação, cerca de 3 mil policiais caminhavam pacificamente pelo Morumbi quando foram surpreendidos pela Polícia Militar.
"Jogaram polícia contra polícia (leia-se José Serra), isso é um absurdo", afirma. De acordo com Rebouças, seis policiais civis estão feridos e um do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) perdeu um dedo. "Atiraram, jogaram bombas de gás lacrimogêneo, pimenta. Não estamos armados e [estamos] sendo tratados com insensatez".
Procurada pela reportagem da Agência Brasil, a Polícia Militar afirmou que o conflito é assunto da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, que não se manifestou a respeito.
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Esta notícia publicada no dia da ocorrência acredito ser uma tradução clara e precisa do ocorrido.
Obs.: o parêntese incluído no 3º parágrafo foi acrescentado por mim - não é fato jornalístico é opinião pessoal -.
Quanto a passeata em frente ao Palácio Bandeirantes é permitida legalmente, numa democracia seus cidadãos podem e devem expor suas dificuldades -pacificamente- e procurar (de alguma forma) a atenção da autoridade maior do Estado.
Os policiais do Estado de São Paulo são os que recebem o menor salário em relação aos policiais de todos os outros estados brasileiros. Solicitam uma atenção do governador a um ano - tentaram uma conversa negociadora de todas as formas, mas o governador não os recebeu - e então entraram em greve a um mês; mesmo assim a autoridade que todos nós sustentamos para administrar o nosso estado, não considerou o pedido dos policiais para esta conversa negociadora -a partir daí organizaram uma passeata pacífica, que tinha por objetivo que o governador recebesse alguns poucos representantes.
Quero lembrar que aonde é proíbido fazer passeata é na Av. Paulista - lá, principalmente, por ser uma área cercada por inúmeros hospitais - particulares e públicos - e uma importante via de comunicação entre diversos bairros e com o centro da cidade. No Morumbi além de ser um bairro residencial, temos o Einstein que têm, pelo menos três acessos em ruas diferentes.
Ana Laura
da Redação - estadao.com.br
SÃO PAULO - Segundo uma resolução da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, as vias públicas nos arredores do Palácio dos Bandeirantes não podem ter manifestações populares por ser uma área considerada de segurança. O governo do Estado enviou comunicado nesta quinta-feira, 16, com a informação para justificar o motivo pelo qual a PM impediu os policiais civis de seguirem com a manifestação.
A nota explica que todos os protestos realizados na região das avenidas Morumbi e Giovani Gronchi e das ruas Combatentes do Gueto, Rugero Fazzano e Padre Lebret, são desviados para outros locais, obrigatoriamente. A zona delimitada como Área de Segurança está decretada através da resolução 141, de 20 de outubro de 1987.
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Quando escrevi que o local era proibido para manifestações, não foi algo que inventei para defender o governo, até porque, tambem escrevi que não queria entrar no lado politico do assunto.
O trecho abaixo foi retirado do comentario da Sra. Ana Laura:
Segundo João Batista Rebouças, um dos policiais civis que estão na manifestação, cerca de 3 mil policiais caminhavam pacificamente pelo Morumbi quando foram surpreendidos pela Polícia Militar.
"Jogaram polícia contra polícia (leia-se José Serra), isso é um absurdo", afirma. De acordo com Rebouças, seis policiais civis estão feridos e um do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) perdeu um dedo. "Atiraram, jogaram bombas de gás lacrimogêneo, pimenta. Não estamos armados e [estamos] sendo tratados com insensatez".
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Esse trecho refere-se à declaração do Policial Civil João Batista Rebouças colhido no momento da Manifestação, também não pode ser considerado um fato jornalístico, até porque, a esse tipo de matéria é dado o nome de furo de reportagem, apenas informativa, pois não existiu tempo para que todos os dados fossem colhidos, tornando-a menos confiável.
Minha opinião continua a mesma sobre o assunto.
Em todos os Estados, as leis apresentam uma hierarquia (uma ordem de importância), na qual as de menor grau devem obedecer às de maior grau. A hierarquia trata-se portanto de uma escala de valor, à semelhança de um triângulo (piramide de Hans Kelsen).
Admite-se, contudo, a seguinte classificação, inobstante eventuais divergências doutrinárias:
Constituição
Emenda à constituição
Tratado internacional sobre Direitos Humanos aprovado pelo órgão legislativo e executivo, em rito semelhante ao de emenda à constituição
Lei complementar
Lei ordinária
Tratado internacional aprovado pelo órgão legislativo e executivo
Medida provisória
Lei Delegada
Decreto Legislativo
Resolução
Decreto
Portaria é interna corporis é pertence a circuncrição de seu âmbito (ver Direito Administrativo).
Resolução: é norma jurídica destinada a disciplinar assuntos do interesse interno do congresso nacional ou de uma de suas casas. Também é elaborado e finalizado no âmbito legislativo, a exemplo da norma examinada anteriormente, mas esta cuida de questões do interesse nacional. Os temas da resolução mais corriqueiros se referem à concessão de licenças ou afastamentos a deputados e senadores, a atribuição de benefícios aos congressistas etc. O “quorum” exigido para a sua aprovação é a maioria absoluta, sendo que sua sanção, promulgação e publicação ficam a cargo do presidente do respectivo órgão que a produziu (do Congresso, do Senado ou da Câmara dos Deputados).
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Sem querer polemizar, no entanto gostaria de informar que procurei uma fonte neutra, para justificar minhas observações no comentário anterior, André. Esta definição, acima você encontra na Wikipedia.
A resolução que você cita foi criada a partir de uma manifestação ocorrida no governo Franco Montoro. Ela é específica do nosso estado devido a um fato pontual daquela época.
Quando eu cito a questão em meu comentário procuro deixar claro (acho que não consegui)que estou preocupada com a manutenção da Democracia, me referindo a Constituição de nosso país e suas leis e decretos leis. Esta resolução não foi revogada, penso pq os governos que se seguiram ao de F.Montoro foram todos da mesma posição política(mesmo partido).
Minha defesa é outra: temos uma constituição, ela é democrata, vivi todo o período da ditadura militar, e não gostaria mais que os direitos dos cidadãos que pagam seus impostos e sustentam as administrações em nosso país, sejam ignorados.
Esta resolução, do meu ponto de vista é arbitrária, ela poderia ter sido revogada após as negociações que ocorreram com o governador naquela época (Franco Montoro).
Não estou defendendo desordem ou agressões, no entanto se nossos direitos continuarem desrrespeitados, se não pudermos emitir nossas opiniões, nos reunir como classe e solicitar dos governantes soluções a impasses existentes a vida social será severamente prejudicada.
Estes policiais (civis e militares) estão solicitando atenção aos seus salários e acredito que, quem os está desrepeitando é o governador, por não admitir sequer ouví-los (não esqueça que este pedido de conversa está sendo solicitado a um ano e a greve tem um mês).
Obs.: Eles não estavam armados e reagiram pois foram atingidos por balas de borracha e gaz. Não sou inocente a ponto de acreditar que não haviam baderneiros (eles existem em qualquer sociedade) intrometidos, mas a maíoria era os policiais de todas as cidades do estado.
Bem, sou muito prolixa, desculpe.
Ana Laura
(como vc advinhou que sou uma senhora e não uma senhorita???)
"Sindicato dos bandidos apóia greve da polícia civil" XD
Pois é, essa é uma piada q eu vi no Casseta a Planeta esses dias, só pra quebrar um pouco o gelo Hahahaha.
Polícia, uma profissão q há muito tempo perdeu a grandeza e o respeito que tinha a umas décadas atrás. E não é por menos, mal armada, mal preparada, mal remunerada, não é a toa q a corrupção e o abuso de poder andam ocorrendo a todo instante.
Será q apenas um aumento de salário resolveria todo o problema?
A falta de emprego faz com q pessoas sem capacidade procurem o q aparecer, e como disse o sombra "já que não consigo outra coisa fico com a profissão de policial." Até ai seria apenas questão da própria policia instruir e capacitar o indivíduo, mas todos estamos cansados de saber q n é isso q acontece. Os baixos salários são apenas o reflexo do quadro de menosprezo q o governo encara a questão da segurança. O seu aumento resolve apenas uma parte do problema.
Quanto a manifestação, estou com a polícia e n abro! Arriscam a VIDA todo o santo dia por um salário de ME@$#! e no fim o governador n tem nem a decência de ouvir os seus argumentos. Se o aumento é absurdo, então sentem e debatam até chegar a um consenso!!!
"O que nós fazemos nunca é compreendido, apenas louvado
ou condenado" Nietzsche
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